Horta Comunitária do Campus de Rio das Ostras

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Contextualizando

Uma das questões que a greve nas federais trouxe à tona foi a situação de fragilidade financeira dos nossos colegas assalariados terceirizados mediante os constantes atrasos nos pagamentos que ocorrem desde o final de 2014.

Logo nas primeiras reuniões do Comando Local de Greve, ainda em junho, surgiu a idéia de resgatar uma experiência de horta comunitária já vivenciada pela comunidade acadêmica no início de 2013, mas agora priorizando a participação dos colegas terceirizados. Mesmo cientes de que a horta não atenderá às questões emergenciais, a aposta é de que possa ter um impacto de redução no gasto orçamentário com itens frescos da cesta básica, nos médio e longo prazos.

Em germinação

Desde então, rapidamente o projeto passou a ganhar adesão de funcionários e alunos do campus e conta com o apoio técnico do agrônomo Anselmo, da SEMAP/PMRO. Nesse período realizamos um mutirão para ensacar compostagem no parque municipal, temos nos articulado com um grupo de horta comunitária em Macaé, com agricultores urbanos do bairro da Enseada das Gaivotas e realizamos um mutirão para preparo da terra e plantio.

Destacamos que se trata de uma iniciativa que está em germinação, dependendo da participação autogestionada para a sua continuidade. Já de início tem sido perceptível que o alcance da iniciativa será de improvável mensuração quantitativa, pois tem nos envolvido num laço de construção de humanidades em seus múltiplos aspectos: desde a solidariedade entre trabalhadores; passando pelo resgate de práticas e saberes agroecológicos para a produção de alimentos saudáveis que nos remete a construção de uma relação mais equilibrada com a natureza e mais igualitária entre nós; até o inesperado, pois o processo está em aberto.

Solicitamos apoio de toda a comunidade e nossas instâncias institucionais a esse projeto. Nesse sentido, aos que não puderem se integrar às atividades, pedimos cautela ao transitar atrás do Anfiteatro, onde estão os canteiros iniciais, e com o galão de biofertilizante que repousa ao lado de um contêiner, pois precisa permanecer à sombra e não pode ser manuseado.

Maiores informações em hortacomunitariapuro@googlegroups.com e no grupo Horta do Anfiteatro: https://www.facebook.com/groups/476283599102008/

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Educação de qualidade não é mercadoria, mas sim direito básico

Vamos fazer um experimento?

Se você tem menos de 50 anos de idade, pergunte a seus pais ou a seus avós sobre como, na época deles, as escolas públicas de ensino fundamental e médio eram superiores às escolas particulares.

Então responda: como as escolas públicas se comparam às particulares hoje em dia?

Depois disso, leia as notícias em

http://g1.globo.com/educacao/noticia/2015/07/fies-recebe-r-51-bilhoes-de-credito-extraordinario-liberado-por-mp.html

e em

http://educacao.estadao.com.br/noticias/geral,receita-de-universidade-privada-cresce-peso-do-gasto-com-professor-diminui,1733054

e comece a se preocupar, pois, se você não fizer nada, as universidades públicas vão sofrer o mesmo destino das escolas públicas de ensino fundamental e médio de 50 anos atrás.

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Professores da UFF mantêm greve e querem aumentar pressão sobre governo

Fonte: http://grevedauff2015.blogspot.com.br/2015/07/professores-da-uff-mantem-greve-e.html

Assembleia ratifica contraproposta que pode ser apresentada ao governo nas negociações; docentes veem greve em fase decisiva e conclamam categoria a participar mais.

Os professores da Universidade Federal Fluminense mantiveram a greve da categoria e decidiram intensificar a mobilização para pressionar o governo e arrancar respostas nas negociações. Os docentes ratificaram ainda a contraproposta salarial debatida no fórum nacional dos servidores, a ser levada ao governo, e acrescentaram uma série de itens como prioridades para negociação específica do setor.

A assembleia realizada na sexta-feira (31), no auditório Florestan Fernandes, na Faculdade de Educação, no Gragoatá, destacou a importância de dar mais visibilidade ao movimento neste momento da campanha salarial. Fez-se um chamado à categoria para reforçar a participação nas próximas atividades da greve: haverá ato na reitoria na quarta-feira (5), às 14 horas, quando serão levadas as demandas dos campi fora da sede ao reitor; nova caravana a Brasília, para marcha conjunta dos servidores no dia 6 de agosto. Para participar da marcha à capital federal, os interessados devem entrar em contato com a secretaria da Aduff-SSind até segunda-feira 3 (pelo email aduff@afuff.org.br).

Os docentes debateram, com indignação, a notícia de que o governo federal fará novos cortes no orçamento da educação pública e acaba de liberar R$ 5 bilhões extras para o Fies (programa de financiamento estudantil). “É impressionante a capacidade do governo federal de nos surpreender negativamente. A “pátria educadora” revela cada vez mais sua face cruel para com o ensino público e os direitos sociais de forma geral. Enquanto o governo aumenta a taxa básica de juros e torra 3 bilhões de reais por dia para pagar/rolar a dívida pública, anuncia, nesta quinta-feira (30/07), mais cortes no orçamento – R$ 1,1 bilhão a menos apenas no MEC”, diz trecho inicial da carta do Comando Local de Greve distribuída na assembleia.

A contraproposta salarial aprovada reivindica reajuste de 19,7%, no lugar dos 27,3%, em uma única parcela, a partir de janeiro de 2016 – esse percentual refere-se às perdas salariais passadas até aqui, não considera nem aumento real, nem a projeção de perdas futuras. Os docentes também decidiram levar ao Comando Nacional de Greve a proposta de que sejam tratados como prioridade nas negociações com o MEC as seguintes questões: compromisso de não contratação via OS; cronograma e definição de vagas para concursos públicos; compromisso com a integralização das verbas orçamentárias (cronograma de obras e retomar o valor da verba de custeio previsto no orçamento de 2015 como mínimo). Também decidiram levar ao CNG a proposta de que o programa de expansão da universidade seja suspenso enquanto não existirem recursos para que ele seja realizado com qualidade.

A manutenção da greve foi aprovada com 88 votos a favor, um contra e três abstenções. A próxima assembleia será no dia 10 de agosto, às 14 horas, em local a ser confirmado. Mas os docentes decidiram entrar em ‘estado de assembleia permanente’, o que significa que, em decorrência das negociações e de desdobramentos nacionais, assembleias podem ser convocadas a qualquer momento, com 24 horas de antecedência, caso necessário.

DA REDAÇÃO DA ADUFF
fotos: Professores na assembleia desta sexta-feira (31), que manteve a greve na UFF
crédito: Luiz Fernando Nabuco

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Unidades fora de sede convocam para ato na quarta (05), em frente à reitoria da UFF

Professores, técnicos e alunos do PURO que quiserem participar da caravana para o ato: enviem email para antonianaaddb@gmail.com com nome completo, RG e telefone.

Fonte: http://grevedauff2015.blogspot.com.br/2015/07/unidades-fora-de-sede-convocam-para-ato.html

Manifestação foi deliberada no I Encontro dos Campi da UFF fora da sede

Na próxima quarta-feira (05), a comunidade acadêmica da UFF fora de Niterói realiza ato em frente à reitoria. A intenção do movimento é entregar ao gestor da universidade, Sidney Mello, a pauta específica de reivindicações do interior. O documento foi elaborado ao final do I Encontro dos Campi da UFF fora da sede, realizado no dia 28 de julho, em Rio das Ostras (clique e saiba mais). O ato acontece a partir das 14h. A concentração é às 13h30, na Cantareira. É importante destacar que a comunidade acadêmica de Niterói está convida a participar da atividade, que integra o calendário da greve na Universidade Federal Fluminense.

Ônibus e creche

Interessados em participar do evento podem entrar em contato com os comandos locais de greve nas unidades do interior. Docentes, estudantes e técnicos-administrativos estão se mobilizando localmente para garantir a presença de todos. Durante o período da atividade, haverá espaço de ciranda para crianças, na sede da Aduff-SSind (Rua Prof. Lara Vilela, 110, São Domingos – Niterói). O espaço contará com profissionais especializadas em recreação infantil.

Interiorização precarizada e corte de verbas na Educação

Além da sede, em Niterói, a Universidade Federal Fluminense está presente em mais sete cidades do Estado do Rio de Janeiro: Rio das Ostras, Campos dos Goytacazes, Volta Redonda, Nova Friburgo, Angra dos Reis, Macaé e Santo Antônio de Pádua. O projeto precarizado de expansão universitária, promovido pelo Governo Federal e pelas últimas administrações da UFF, gerou desafios e problemas específicos nesses campi.

A abertura de cursos sem garantir condições mínimas para seu funcionamento (como estrutura física adequada, assistência estudantil e contratação suficiente de docentes e de técnico-administrativos) prejudica – quando não inviabiliza – o tripé ensino, pesquisa e extensão. No momento em que a Federal Fluminense vive a greve unificada de 2015, a comunidade acadêmica da UFF fora de Niterói quer pautar esse debate na universidade, ser ouvida e recebida pelo reitor Sidney Mello. Tod@s à reitoria na quarta-feira!

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Educação em greve convoca para ato nesta quinta (30), na Candelária

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Pressionado pela greve, CEP adia início do segundo semestre na UFF

Fonte: http://grevedauff2015.blogspot.com.br/2015/07/cep-admite-forca-da-greve-e-suspende.html

DA REDAÇÃO DA ADUFF
Por Aline Pereira
Fotos: Luiz Fernando Nabuco/Aduff-SSind.

Uma semana após nova manifestação de professores, estudantes e técnico-administrativos em greve pela suspensão do calendário acadêmico na UFF, a sessão extraordinária do Conselho de Ensino e Pesquisa – CEP, realizada nessa quarta-feira (22) e presidida pelo vice-reitor Antônio Claudio Lucas da Nóbrega, deliberou por adiar o início do segundo semestre letivo na instituição até que a greve termine. O sistema acadêmico para o lançamento das notas 1/2015 e dos quadros de horários das disciplinas de 2/2015 permanecerá aberto até o final do movimento grevista na universidade. Também aprovou que a UFF irá garantir: a colação de grau dos formandos de 1/2015; as novas matrículas dos candidatos já convocados e dos que ainda serão selecionados e que se encontram em lista de espera no processo SISU 2/2015; a abertura de um período, após o fim da greve, para trancamento de matrícula e cancelamento de disciplinas.

As propostas acima foram encaminhadas pela reitoria da Universidade, que, em nota publicada no sítio da instituição no dia 20 de julho, admitiu que, ao final do primeiro semestre, obteve “um índice muito baixo de notas lançadas no sistema Iduff, o que compromete, do ponto de vista prático, o início do período letivo do segundo semestre de 2015”. O informe da reitoria, intitulado “Responsabilidade frente ao momento atual: a UFF e o Calendário Escolar”, ainda afirma que, principalmente nos campi fora da sede, a adesão à greve é forte e que “diversas Unidades Acadêmicas, de forma colegiada, decidiram interromper as aulas de graduação ou não lançar no sistema as notas das disciplinas concluídas no primeiro semestre”. Por fim, reconhece que “é evidente a diversidade de situações de estudantes e professores dos diferentes cursos em relação à greve” – argumento já apresentado por integrantes do Comando Local de Greve, inclusive em reuniões anteriores do CEP, para reivindicar a suspensão do calendário na Universidade.

Comissão para elaborar calendário de reposição das aulas

A mesma reunião do CEP deliberou ainda pela constituição de uma comissão para elaborar a proposta de reposição de aulas após o término da greve. De acordo com o regimento do Conselho, a comissão é constituída por cinco membros, sendo quatro professores e um estudante. Interpelado pelo conselheiro discente, Luan Cândido, que argumentou sobre a necessidade de representação dos três segmentos da Universidade na comissão, o vice-reitor Antônio Claudio afirmou ser possível que o Conselho de Ensino e Pesquisa disponha para que a referida comissão ausculte obrigatoriamente os diferentes setores, incluindo os comandos de greve. Lembrou ainda que a proposta de calendário elaborada pela comissão será submetida ao CEP e que, de acordo com o estatuto da universidade, é a instância que delibera, de fato, sobre o assunto.

“Defendemos a suspensão do calendário para assegurar o direito dos estudantes, que, são nossos aliados e que não podem ser prejudicados durante a greve. Ao final desse processo, faremos uma avaliação de todo esse período paralisado, e vamos indicar a reposição de aulas, que não pode ser feita de qualquer jeito, mas sim de forma integral e com qualidade – presencial e reflexiva, contemplando ensino, pesquisa e extensão”, disse a professora Sonia Lucio Rodrigues de Lima, da Escola de Serviço Social e diretora da Aduff-SSind. “Entendemos que o que aconteceu nessa sessão extraordinária do CEP foi resultado da pressão do movimento grevista, que, há 50 dias, faz um esforço para que a reitoria e os conselhos superiores não se furtem de sua responsabilidade, que é também debater a real situação da universidade, negociar a pauta da greve e suspender o calendário”, conclui Sônia.

A mesma avaliação foi feita por Ceila Maria Ferreira, docente do curso de Letras. Entretanto, ela alerta que é preciso seguir adiante. “Ainda há muito que ser colocado, principalmente em relação às bolsas PIBIC, de aperfeiçoamento acadêmico, a questão da pós-graduação. No entanto, é uma vitória e um reconhecimento acerca da legitimidade da greve”, disse.

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Comandos de Greve da UFF cobram da reitoria respostas à pauta interna

Fonte: http://grevedauff2015.blogspot.com.br/2015/07/comandos-de-greve-da-uff-cobram-da.html

Docentes, técnicos e estudantes se reuniram com o Comitê Gestor para debater as reivindicações comuns aos três segmentos na pauta interna da greve

DA REDAÇÃO DA ADUFF

Por Aline Pereira

Os representantes dos Comandos Locais de Greve dos docentes, dos técnico-administrativos e dos estudantes se reuniram com o Comitê Gestor da UFF, na tarde da segunda-feira (27), para discutir a pauta unificada dos três segmentos. Os grevistas enfatizaram que não estavam ali representando suas entidades, Aduff-SSind, Sintuff e DCE, mas sim como representantes dos Comandos de Greve. Reiteraram que aquela reunião não caracterizava os trabalhos da Mesa de Negociações Permanente da reitoria, da qual o Sintuff se retirou por conta de processo judicial impetrado contra o sindicato e um dos seus coordenadores, Pedro Rosa. Por decisão de assembleia geral dos docentes, a Aduff-SSind também não tem participado da Mesa de Negociação, por entender que é preciso solucionar primeiramente essa questão, uma vez que qualquer tipo de criminalização dos movimentos sindicais na UFF não contribui para o desenvolvimento do diálogo.

Professores, técnicos e estudantes em greve também lamentaram, mais uma vez, o fato de o reitor da UFF, Sidney Mello, se recusar a receber a representação dos Comandos Locais na instituição para uma conversa. Criticaram a insistência para que o Comitê Gestor permaneça como o canal de diálogo e de deliberação entre a UFF e os grevistas, salientando que na história da universidade, é a primeira vez que o reitor não dialoga com os representantes dos Comandos em greve, demonstrando, portanto, falta de vontade política. “Temos feito diversas reuniões, solicitando que o Professor Sidney Mello nos receba. Entretanto, num gesto de boa vontade de nossa parte, aceitamos conversar com alguém, com poder de negociação e de deliberação, conforme a designação da reitoria, para discutirmos a pauta unificada”, disse Renata Vereza, pelo Comando Local de Greve dos Docentes – CLG. O servidor Pedro Rosa, pelo Comando de Greve dos técnicos, também criticou a ausência. “A UFF passa por uma das maiores crises da sua história, estrangulada pela política governamental. Não compreendemos a ausência permanente do reitor para tratar dessas questões. O reitor tem que se posicionar”, disse.

Renata Vereza afirmou que a pressão do movimento iniciado no dia 28 de maio, contribuiu nas últimas semanas para que a administração central atendesse algumas demandas dos grevistas, como o acatamento do pleito da Aduff-SSind, com base na Lei da Transparência, para acesso aos contratos firmados pela UFF e as construtoras, e os outros firmados entre a instituição e as empresas de terceirização, incluindo seus termos aditivos. Outro avanço foi a deliberação do CEP, que em sessão extraordinária realizada recentemente decidiu, entre outras medidas, adiar o início do segundo semestre letivo e manter aberto o sistema para lançamento de notas até que a greve termine.

A reunião foi conduzida por Alberto di Sabbato, pró-reitor de Pessoal em exercício, substituindo Túlio Franco, que está em férias. Para ele, o contingenciamento de verbas é uma realidade na UFF e tanto os administradores e os grevistas devem buscar um entendimento para superarem, juntos, essa condição adversa. “Temos objetivo de ter uma universidade inclusiva e socialmente referenciada”, disse. “Com esse espírito, temos que começar a conversar, porque, temos o mesmo objetivo”.

Os representantes dos CLG observaram que a crise é grave, culminando com a retirada de verbas da Educação – o que afetou a UFF, inegavelmente. Entretanto, salientaram que a política de ajuste fiscal do governo não pode ser utilizada como justificativa para explicar parte dos problemas vivenciados pela universidade, argumentando que algumas demandas do movimento de técnicos, estudantes e professores são antigas e não carecem de investimentos financeiros, como, por exemplo, o debate democrático sobre o Plano de Desenvolvimento Institucional; convocação da estatuinte na UFF e definição do Colégio de Aplicação da UFF (Coluni) como unidade da UFF, com eleições para a escolha da direção.

“Hoje fica difícil negar que existe uma crise na universidade, mas faz alguns anos que os movimentos organizados alertam para essa questão. Falar que a crise de hoje pode ser explicada pelo contingenciamento de verbas, é uma forma de ‘aliviar um pouco a barra’”, disse o técnico-administrativo Lucas Mello, argumentando que a pauta de reivindicações é antiga e que a universidade deve estabelecer diálogo efetivo com o movimento social. “Precisamos sair dessa reunião com algum posicionamento claro, por exemplo, a respeito da Ebserh “, disse, ao defender que a UFF rejeite esse modelo e que busque meios democráticos com a comunidade acadêmica para garantir o funcionamento do Hospital Universitário Antonio Pedro, com qualidade e com contratação de pessoal por concursos públicos via Regime Jurídico Único. Ele também reivindicou mais democracia na gestão do Huap e no tratamento com os seus servidores. Outra questão levantada foi a garantia de cumprimento do resultado do plebiscito dos cursos pagos, que deliberou pelo fim da cobrança de mensalidades na UFF.

O servidor ainda questionou se o Comitê Gestor acha que a instituição tem condições de funcionar sem resolver alguns problemas básicos, que são anteriores à crise agravada pelo contingenciamento de verbas. “Existem condições para abertura de novos campi da UFF em novas cidades, sem que os que já existem estejam em condições mínimas de funcionamento, sem política de assistência estudantil, e com a destinação de vagas de professores e de técnico-administrativos?”, indagou. “Esse é o compromisso de resolver os problemas? Em nossa opinião, vocês não estão no mesmo lado que a gente; estão gerindo um projeto de universidade que se expande mediante a precarização; por isso, não existe um posicionamento claro da UFF encaminhando a pauta interna”, afirmou.

Orçamento e a “escolha de Sofia”

Renata Vereza pediu que o Comitê se posicionasse em relação à declaração dos representantes do Executivo que, em reunião com o Fórum Nacional dos Federais, que reúne o Andes-SN e outras entidades da categoria, afirmou que havia mais de nove mil vagas para concursos destinadas aos professores nas Instituições de Ensino Superior (IES). Também afirmaram que os reitores das universidades deveriam escolher as contas que prefeririam pagar.

Alberto di Sabbato disse que já houve a abertura de concursos, abrangendo mais de cem vagas docentes para a UFF e mencionou recente seleção pública para preencher vagas de técnico-administrativos. De acordo com ele, os concursos não estão paralisados. Mencionou que a UFF preencheu 24 vagas de professores efetivos no Coluni e que a abertura de novas vagas dependem do Ministério do Planejamento.

Disse ainda que a gestão, no cenário de crise, já tem optado quais contas são as mais importantes. “É a escolha de Sofia”, definiu, esclarecendo que o pagamento das bolsas e dos salários dos funcionários terceirizados tem sido a prioridade. “O recurso que recebemos não é suficiente para dar conta do custeio da universidade e isso já foi relatado diversas vezes”, disse.

O Comitê Gestor também afirmou ter solucionado os problemas que envolviam atrasos de direitos trabalhistas dos contratados pela Vpar. E revelou que, em reunião com o MEC, em Brasília, a reitoria apresentou proposta solicitando aporte financeiro para garantir a conclusão de algumas obras e que ainda aguardam um pronunciamento do Executivo sobre o assunto – o que, segundo ele, deve acontecer até o final de agosto.

O pró-reitor de administração, Néliton Ventura, disse que os recursos são carimbados, vêm para Ensino à Distância, assistência estudantil, relações internacionais. “De fato, a UFF tem autonomia de gestão financeira. Mas, estamos praticamente em agosto e até hoje estamos sem orçamento e não podemos nos planejar”, informou.

Quem participou

Participaram da reunião os representantes dos respectivos Comandos Locais de Greve. Pelos docentes, Renata Vereza e Francine Helfreich; pelos técnico-administrativos, Pedro Rosa, Lucas de Mello, Márcia Carvalho e Sebastiana Palmeira; pelos discentes Mariane Medeiros (Serviço Social), Pedro Mansur (Física) e Rafael Souza (História). A reitoria foi representada pelos pró-reitores Néliton Ventura (Proad), Roberto Kant de Lima (Proppi) e por Alberto Di Sabbato (substituindo Túlio Franco, da Progepe); Gabriel Vitorino Sobreira, assessor do reitor; Marco Aurélio; gerente do setor de processos administrativos disciplinares; Lênin Pires, gerente geral das unidades descentralizadas; Leonardo Backer, assessor de gabinete da reitoria.

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